quinta-feira, 26 de abril de 2012

Protesto de médicos causa lentidão na Avenida Paulista


Manifestação se concentrou na esquina com a Rua Augusta até as 12h.
Avenida chegou a ter 2 km de filas a partir da Praça Oswaldo Cruz.

Do G1 SP
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manifestação de médicos pretende alertar população sobre os conflitos da categoria com os planos de saúde (Foto: Carlos Oliveira/G1)Manifestação de médicos pretende alertar população sobre os conflitos da categoria com os planos de saúde (Foto: Carlos Oliveira/G1)
Uma manifestação de médicos causou lentidão na Avenida Paulista na manhã desta quarta-feira (25). Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o grupo se concentrou na esquina com a Rua Augusta até por volta das, ocupando a calçada e uma faixa da direita do sentido Consolação. Segundo a Polícia Militar, o protesto reuniu cerca de 500 pessoas.
Segundo a CET, uma operação para represar os veículos na Rua Estela e na Rua Vergueiro foi montada para evitar grandes congestionamentos na região. Às 12h, a operação já havia sido finalizada. os motoristas chegaram a enfrentar 2 km de filas na Avenida Paulista no horário, no sentido Consolação, entre a Praça Oswaldo Cruz e a Rua Augusta.
A mobilização, denominada Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde, prevê a caminhada pela avenida e também atendimento ao público. O protesto pretende alertar a população sobre conflitos da categoria com os planos de saúde, tanto na questão da remuneração, quanto na valorização do trabalho médico. No período da tarde, os profissionais atendiam a população em estandes montados no Conjunto Nacional.
 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/04/protesto-de-medicos-causa-lentidao-na-avenida-paulista.html

Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial é lembrado com campanha




Nesta quinta-feira, dia 26 de abril, é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Para alertar a população a respeito dos perigos causados pela hipertensão, uma equipe multidisciplinar composta por profissionais e acadêmicos das áreas de medicina, enfermagem, nutrição, psicologia, serviço social, odontologia, farmácia e educação física realiza a campanha “Menos Pressão”. O objetivo é dar informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão. A ação será realizada na Praça da Estação de Juiz de Fora, das 8h às 16h, e a expectativa é que cerca de mil pessoas sejam atendidas no local.
Na praça, será montada uma tenda com 72 metros quadrados onde os profissionais vão aferir pressão arterial, calcular índice de massa corpórea (IMC) e dar orientações sobre saúde bucal, medicação correta, alimentação ideal, estresse, direitos sociais e práticas de atividades físicas. Além disso, vão distribuir material educativo sobre a doença e frutas.
Os médicos alertam sobre a necessidade da população se conscientizar que a hipertensão é uma doença silenciosa e atinge cerca de 30% dos brasileiros me idade adulta. As consequências podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento.
Dados do Ministérios da Saúde apontam que a doença atinge mais de 50% das pessoas na terceira idade, está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil, e é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vascular cerebral (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal.
O evento está sendo realizado pela Fundação Instituto Mineiro de Estudos e Pesquisas em Nefrologia (Imepen, Centrotem e Hiperdia de Atenção Secundária em Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus de Juiz de Fora, com o apoio da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Secretaria Municipal de Saúde de Juiz de Fora, Universidade Federal de Juiz de Fora e patrocínio da Unimed Juiz de Fora.http://www.ufjf.br/secom/2012/04/25/dia-nacional-de-prevencao-e-combate-a-hipertensao-arterial-e-lembrado-com-campanha/

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Uma só saúde, dois cartões Usuários de planos privados que recorrerem a hospitais públicos ou particulares conveniados ou contratados do SUS terão de apresentar também o CNS. Medida valerá a partir de junho Marinella Castro Quando buscar atendimento nos hospitais de todo o país, usuários dos planos de saúde vão ter de apresentar mais uma identificação junto com a carteirinha do convênio, o Cartão Nacional de Saúde (CNS). O número gravado no documento é a senha para o governo federal monitorar os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com os usuários dos planos, cobrando das operadoras o reembolso pelo serviço prestado nas redes públicas ou particulares conveniadas. Entre 2001 e 2008, mais de R$ 1,4 bilhão por ano deixaram de entrar na conta do Fundo Nacional de Saúde, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU). Desde a regulamentação do setor, em 1998, foram devolvidos aos cofres públicos perto de R$ 216 milhões, valores bem aquém dos R$ 10 bilhões apontados pelo TCU. O CNS, que já está sendo distribuído no sistema público, começa a valer para os usuários dos planos a partir de junho

Além do encontro de contas, outro benefício do Cartão Nacional de Saúde (CNS) é otimizar a gestão do sistema. Com a criação de um cadastro eletrônico único, informações relevantes sobre a saúde dos pacientes podem ser acessadas em redes de saúde de todo o país, evitando duplicidades, como o pedido de um mesmo exame por mais de um profissional.
A identificação dos brasileiros, seja do sistema público ou privado, por um número passa a ser obrigatória a partir de junho para o sistema privado. E deve ser enviada aos usuários pelos próprios planos. A Fenasaúde explicou que o sistema ainda não está operando. "Devido à complexidade de obtenção desses números, as operadoras aguardam o sistema prometido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que vai gerar automaticamente o número do SUS, de forma a facilitar esse processo".
Segundo a ANS, nenhum beneficiário de plano de saúde poderá ter seu atendimento negado por prestadores de serviços caso não apresente o CNS. Da mesma forma, nenhum beneficiário poderá ter seu plano de saúde cancelado devido à ausência do número. Em caso de comparecer a uma unidade da rede pública, os usuários dos planos automaticamente receberão o número referente ao CNS. Caso contrário, devem aguardar pela indicação de sua operadora.
Segundo o secretário adjunto de Saúde de Belo Horizonte, Fabiano Pimenta, em Belo Horizonte, 1,9 milhão de cartões já foram entregues na rede pública. No entanto, como é grande o atendimento de pacientes vindos de outros municípios, não é possível medir o percentual exato de moradores da capital que já foram cadastrados.
A expectativa do governo federal é de que em 2014 o sistema esteja funcionando em todo o país. O Ministério da Saúde não soube precisar qual valor será investido pelo governo na iniciativa. Outra medida anunciada para os próximos dois anos na a área de saúde é o investimento na abertura de leitos hospitalares. (MC)
http://funenseg.empauta.com/funenseg/index.php?action=999&data=20120416&utm_campaign=empauta%20mail&utm_medium=mail&utm_source=empauta&cod_noticia=1012339056

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dicas para escolher o plano de saúde


Saiba como selecionar a melhor seguradora e quais as obrigações legais das empresas

Escolha um plano de saúde adequado às suas necessidades

Existem homens, por exemplo, que pagam o módulo obstetrícia sem saber. Nesse caso, o cliente pode cancelar o aditivo e pedir a devolução proporcional das parcelas quitadas.

Informe-se sobre o plano

Saiba quais as condições para a emissão de guia de autorização para consultas e exames. Algumas operadoras exigem a presença do cliente em sua sede em dias e horários limitados. Isso fere o Código de Defesa do Consumidor. Elas têm de oferecer outro meio, como e-mail ou fax, para disponibilizar o documento.

Veja se há cadastro na ANS

Todas as seguradoras devem estar credenciadas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Antes de fechar contrato com uma empresa, entre no site www.ans.gov.br confira qual a nota atribuída a ela e veja se conta com um desempenho satisfatório na avaliação.

Confirme a qualidade do serviço

Verifique no site do Procon (www.procon.sp.gov.br) ou no do Tribunal de Justiça de seu estado o número de reclamações ou de processos da seguradora. Esse é considerado um bom termômetro para medir a aceitação da firma em relação aos demais clientes
Preste atenção ao pagamento das mensalidades
A operadora pode cancelar o contrato quando houver atraso de mais de 60 dias, consecutivos ou não. Na prática, ela deve enviar uma notificação ao cliente, mas isso não costuma acontecer com muita freqüência. Assim, cabe a você consultar um advogado. Em geral, as decisões judiciais têm sido favoráveis aos consumidores.

Serviço prometido é serviço cumprido!

Lembre-se das promessas da companhia, pois a propaganda é um compromisso do fornecedor com o cliente. Em caso de não cumprimento de algum serviço divulgado, a Justiça garante os direitos do comprador.





quinta-feira, 12 de abril de 2012

19/12/2011 11h32 - Atualizado em 19/12/2011 12h50 Procon-SP tira dúvidas sobre planos de saúde no SPTV Novos prazos para atendimento entraram em vigor nesta segunda. Especialista respondeu perguntas dos telespectadores.


Do G1 SP

A partir desta segunda-feira (19), os planos de saúde que oferecem serviços no Brasil devem obedecer a novos prazos máximos para a realização de consultas, cirurgias e exames. A nova regulação da Agência Nacional de Saúde (ANS) foi aprovada em junho e passa a exigir das operadoras o atendimento em até 7 dias úteis a beneficiários para consultas básicas como pediatria, clínica médica, cirurgia geral, além de atendimentos odontológicos, ginecologia e obstetrícia.
Para tirar as dúvidas dos consumidores em relação às mudanças, a diretora de programas especiais do Procon-SP, Andrea Sanchez, respondeu perguntas durante o SPTV 1ª Edição desta segunda-feira (19). Confira no vídeo as questões respondidas.
No primeiro semestre de 2011, os planos de saúde ficaram em 9º lugar no ranking de reclamações do Procon – foram 6.631 registros em São Paulo.
Nova regulamentação
Para as outras especialidades médicas, o prazo é o dobro para a realização de consultas: 14 dias. Os serviços de diagnóstico por laboratório de análises clínicas deverão ser realizados em até três dias úteis. As outras demandas de exames e terapia deverão ser conduzidas em até 10 dias.
Procedimentos de alta complexidade devem ocorrer em até 21 dias. A nova regra estabelece ainda prazo de 10 dias para sessões e consultas com psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas, nutricionistas e fonoaudiólogos.
O prazo começa a contar a partir da solicitação do serviço. De acordo com a ANS, a cobrança será da operadora do plano de saúde e não das redes credenciadas. Se o consumidor não conseguir marcar consulta com a prestadora credenciada no prazo previsto em lei, deverá acionar a operadora para obter uma alternativa ao atendimento solicitado.
Segundo a ANS, neste caso, a escolha do profissional não será do consumidor. A operadora marcará a consulta ou procedimento com o profissional da área solicitada que tiver disponibilidade.
Descumprimento
Em caso de descumprimento da norma pela operadora, a orientação é procurar a ANS para uma reclamação. É preciso apresentar o protocolo de atendimento que ateste ter havido contato com a operadora.
As penalidades previstas para as operadoras que descumprirem as regras de atendimento vão da suspensão da comercialização de parte ou de todos os produtos oferecidos ao afastamento dos dirigentes da empresa.
O consumidor pode registrar sua reclamação em caso de falta de atendimento pelo telefone            0800 701 9656      , das 8h às 20h, de segunda a sexta ou pela página da ANS na internet.
Transporte
O cliente poderá ser atendido na localidade que exigir, desde que esta esteja dentro da área de abrangência do plano. As novas regras da ANS exigem que os planos de saúde garantam transporte caso não haja oferta de rede credenciada no município onde estiver o cliente da operadora.
Também será assegurado transporte ao acompanhante de beneficiários menores de 18 anos e maiores de 60, pessoas portadores de deficiência e pessoas com necessidades especiais que tenham declaração médica que ateste a condição.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O "grito" do usuário de planos de saúde

Paraná Online
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O artigo 1o da Lei nº 9.656/98 traz a definição de Plano Privado de Assistência à Saúde como aquele que se caracteriza pela prestação continuada de serviços, por prazo indeterminado, com a finalidade de garantir, sem limite financeiro, a assistência à saúde.
As operadoras dos planos de saúde, portanto, jamais poderiam alegar desconhecimento em relação ao objeto dos serviços oferecidos em seus contratados, sendo qualquer determinação contrária à definição legal passível de ser questionada perante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANS) ou, ainda, perante o Poder Judiciário.
Como precedente para a garantia dos direitos de 47 milhões de cidadãos, usuários do sistema privado de saúde, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu, ao julgar um recurso especial contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, ser abusiva a cláusula limitativa de custos presente nos contratos das operadoras.
As situações em que as cláusulas de um contrato são consideradas abusivas estão no artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. O item IV, por exemplo, traduz exatamente a situação em que se vê o usuário quando seu direito ao tratamento de uma enfermidade está limitado, impossibilitando-lhe o exercício de seu direito à saúde. Ao fixar um montante "ínfimo quando se fala em internação em UTI", como afirmou o ministro do STJ, Raul Araújo, o plano de saúde colocou o consumidor em desvantagem incompatível com a boa-fé ou a equidade.
Por evidente, a operadora de saúde que recusa a cobertura para a permanência de paciente internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), provoca frustração e coloca paciente e família na situação aflitiva quanto ao pagamento das despesas. Tais sentimentos ultrapassam o chamado "mero aborrecimento" e caracterizam um dano moral que deve ser indenizado.
Proporcionalmente ao crescimento de usuários da saúde privada, em 2011, aumentaram em 40% as queixas contra as operadoras de saúde junto aos órgãos de defesa do consumidor, a ANS ou judicialmente. Preocupante. A ANS mantém uma Central de Atendimento ao Consumidor pelo qual a informação mais acessada é a que apresenta "o que o plano de saúde pode restringir". De forma clara, a Agência apresenta as "portas de entrada", ou seja, as formas como as operadoras de saúde podem controlar o acesso do usuário aos seus serviços. A diretriz essencial está em consonância com os princípios constitucionais das garantias individuais, bem como com os enunciados do Código de Defesa do Consumidor: as operadoras não podem restringir, dificultar ou impedir qualquer tipo de atendimento ou procedimento que constar no contrato.
É fato que o consumidor, por vezes, é passivo quanto aos contratos chamados de adesão: quer pela impossibilidade de alterá-los de imediato, quer pelo desconhecimento dos termos expostos ou ainda pelo desconhecimento de seus direitos - ao que parece, as operadoras de saúde têm-se aproveitado economicamente dessa aparente vantagem.
No entanto, no momento em que o usuário do plano de saúde é confrontado com uma negativa dos serviços que entende serem devidos, e após se cansar das inúmeras solicitações sem respostas feitas à operadora, o caminho do Judiciário é sua última esperança. As operadoras sabem disso; mas sabem também que nem todo consumidor irá esgotar os recursos administrativos judiciais.
A ANS está se esforçando em seu papel de reguladora. Porém, ainda falta muito para que os regulados cumpram suas obrigações sem que estejam a todo tempo sob o poder coercitivo da lei. Na prática, o consumidor que "grita" mais alto tem seu direito garantido. O consumidor que busca o Judiciário tem seus direitos amparados. A palavra mais importante para as operadoras ainda é o lucro, todavia isso é inadmissível quando o objeto do contrato é a prestação do serviço em saúde, esta sem dúvida, essencial na preservação da dignidade humana.

Consulta anual perde importância


NYTimes
Por quase três gerações, as mulheres foram ensinadas que testes de Papanicolau, mamografias, e visitas anuais ao médico eram essenciais para a boa saúde.
Agora, tudo isso está mudando. As diretrizes nacionais dos EUA estão pedindo exames menos frequentes para detecção de câncer de mama e câncer cervical. A diminuição no uso de hormônios da menopausa significa que as mulheres mais velhas não precisam mais consultar seus médicos para obter as novas prescrições anuais. As mulheres estão postergando a gravidez e alguns métodos contraceptivos são eficientes por até cinco anos, o que não as incentiva a agendar consultas regulares.
Para muitas mulheres que realizaram visitas anuais ao ginecologista desde a adolescência, o conselho de que isso não é mais necessário é inquietante.
MSN
"Preocupa-me que essa possa ser a mensagem errada", afirmou Miriam Richards, enfermeira em Raleigh, Carolina do Norte, que foi tratada contra uma displasia pré-cancerosa, revelada durante um teste de Papanicolau anual. "Eu acredito que esse é um mau caminho a se trilhar, porque eu creio que as mulheres, em especial as meninas, devem ficar atentas."
Entretanto, os especialistas médicos continuam a pregar que, quando se trata de exames para detecção de câncer, mais não é necessariamente melhor. Por muitos anos, as mulheres foram aconselhadas a iniciar a mamografia aos 40 anos; então, em 2009, a Força-Tarefa de Serviços de Prevenção dos Estados Unidos elevou a idade recomendada para 50 anos - e especificou que o exame passasse a ser realizado a cada dois anos, ao invés de anualmente.
Na semana passada, a força-tarefa e alguns grupos médicos, incluindo a Sociedade Oncológica Americana, recomendaram que o exame de Papanicolau para detecção do câncer de colo de útero fosse feito a cada três anos, afirmando que as mulheres não devem começar a fazê-lo antes dos 21 anos. No passado, o exame era recomendado a cada um ou dois anos, poucos anos depois do início da vida sexual.
MSN
A preocupação é que exames mais frequentes para detecção do câncer, seja de mama ou de colo de útero, levem a um número maior de falsos positivos - e biópsias intrusivas e dolorosas que causam stress, desconforto e, no caso do exame para detecção do câncer de colo de útero, sangramentos e futuros riscos para as mulheres durante a gravidez.
A mudança de cenário dos exames para detecção do câncer certamente terá um efeito sobre os cuidados com a saúde feminina, mas ninguém sabe ao certo de que maneira. Há muito tempo, as mulheres têm sido as usuárias mais frequentes da assistência médica, em especial para cuidados pré-natais e visitas ao pediatra com seus filhos. Mas, mesmo quando a gravidez e os cuidados pediátricos são removidos da equação, as mulheres ainda têm uma chance 33 por cento maior de visitar o médico, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. A taxa de consultas médicas para exames anuais e serviços de prevenção para mulheres é o dobro da masculina.
E, o mais importante, os ginecologistas frequentemente utilizam a consulta anual para trazer à tona problemas que podem dificultar a reprodução: tabagismo, ganho de peso, pressão alta, depressão.
MSN
"Eu entendo os relacionamentos estreitos que se formam entre os médicos e as pacientes durante suas consultas anuais", afirmou a Dra. Wanda Nicholson, membro da força-tarefa de um serviço de prevenção e professora associada da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. "Mas nossas recomendações dizem respeito apenas aos exames para detecção do câncer de colo de útero. Não desejamos alterar ou mudar a possibilidade de as mulheres entrarem em contato com seus médicos para conversar sobre outras preocupações."
A Dra. Susan Love afirma que, ainda que as consultas médicas anuais possam ser reconfortantes, não há qualquer evidência de que elas produzam melhores resultados em saúde.
"Não há dados que demonstrem que as visitas anuais tenham qualquer efeito", afirmou Love, pesquisadora do câncer de mama e uma importante defensora da saúde da mulher em Santa Monica, Califórnia.
MSN
"No atual sistema de saúde, você raramente tem o mesmo médico a vida toda. Portanto, as relações que você constrói em 15 minutos não valerão de nada quando você realmente ficar doente."
Algumas mulheres dizem que as novas diretrizes não irão dissuadi-las das consultas médicas regulares, e podem, na verdade, torná-las mais dispostas a agendar as consultas, sabendo que é menos provável que sejam submetidas a um exame pélvico e a um exame de Papanicolau.
MSN
Uma mãe de dois filhos, de 32 anos de idade, natural de Atlanta, que pediu que seu nome não fosse revelado, contou que seu seguro paga apenas uma consulta de bem-estar por ano, e que ela gostaria de mudar seus cuidados para um clínico geral, ao invés de gastar todo o pagamento com uma visita ao ginecologista.
"Eu preciso falar mais sobre problemas reprodutivos com o meu médico", afirmou. "Eu não quero falar com meu ginecologista sobre a minha dor no pé, mas, no clínico geral, podemos falar sobre dores no pé e no joelho. Ele verificou manchas suspeitas em minha pele, fez exames de sangue e eu recebi uma vacina antitetânica. Nós falamos sobre o fato de meu pai ter removido pólipos pré-cancerosos do cólon. Você sente que pode falar sobre mais coisas com um clínico geral."
Richards, a enfermeira da Carolina do Norte, diz que não sabe como as mudanças afetarão o relacionamento das mulheres com seus médicos.
"Primeiro a questão da mamografia e agora a do Papanicolau", comentou. "Ou isso vai nos tornar mais determinadas a conseguir o que precisamos, ou nós vamos ter uma postura mais indiferente. É com as meninas que eu me preocupo."
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